El Calafate – Dia 8 e 9 da Roadtrip pela Patagônia

Continuando a séria de artigos, hoje iremos contar um pouco sobre nossa experiência em El Calafate, bem como outras informações.

Dia 08 (25/12/2016)

268km de Puerto Natales|CL até El Calafate|ARG

Neste dia não acordamos tão cedo. Em conversa com o Sr. Ángel, logo antes da comemoração de natal, nos disse que poderíamos sair a hora que quiséssemos. Sendo assim, resolvemos descansar mais, por conta da trilha pesada que fizemos no dia anterior e do cansaço da viagem. Aliás, não encontramos a hospedagem do Sr. Ángel em site nenhum, mas tenha certeza que se um dia passar por Puerto Natales e for parar na casa dele, será muito bem atendido.

Acordamos mais tarde, tomamos café tranquilamente e iniciamos nossa organização. Como havíamos comprado alguns vinhos e com toda a bagagem, tomamos algum tempo para organizar tudo e sair tranquilamente.

Neste dia iríamos voltar até El Calafate, por onde passamos para abastecer e só. Havíamos reservado a hospedagem com antecedência e o preço era bem convidativo. Saímos de Puerto Natales pelo caminho padrão, para evitar as estradas de rípio por onde viemos e conhecer um pouco mais das estradas chilenas e argentinas.

Saindo do Chile

Fomos pelo Paso Dorotea, ao sair do Chile tudo 100%. Rápido e prático, havia um ônibus cheio de turistas para registrar entrada, mas os guichês eram separados e passamos em poucos minutos por lá. Mais uma vez, a conferência da carta verde, documento do carro e dos passaportes.

Dali até a aduana da Argentina fizemos pouquinhos quilômetros de uma estrada cheia de curvas e uma vegetação muito verde. Ao chegar com os mesmos documentos nos barraram, dizendo que faltava um documento de saída do Chile e portanto não poderíamos passar.

Nos pediram para retornar por onde viemos e solicitar aos chilenos o tal documentos, no mesmo tempo vimos um casal de brasileiros se complicando um pouco com o espanhol e não conseguindo passar para o lado chileno. Nessas horas bate um pouco de preocupação, mesmo explicando que não nos deram nada eles nos obrigaram a voltar sem chances de argumentação.

Voltamos então alguns quilômetros e fomos novamente ao guichê chileno. Fomos novamente bem recebidos, explicamos a situação e o agente federal nos explicou que estavam ficando loucos, que por sermos brasileiros e por conta do MERCOSUL não tínhamos a obrigação de ter aquele documento e que portanto deveríamos voltar para lá e exigir nossa entrada.

Fomos, receosos, mais uma vez até lá e explicamos o que os chilenos haviam nos dito. Depois de conversar com um colega e nos fazer esperar uns 10 minutos, ele então nos liberou. Carimbou nossos passaportes, e nos desejou boa viagem de retorno. Naquele momento o casal de brasileiros também foi liberado sem maiores explicações. A impressão que tivemos foi de que fizeram de propósito.

Rumo a El Calafate

Seguimos então até El Calafate. A cidade tem um portal a alguns quilômetros do centro onde ficam alguns guardas. Não sabemos ao certo o que estão registrando pois não nos pararam nenhuma vez, mas paravam muitos carros o tempo todo. Fomos até nossa acomodação, chamada Amigo Del Mundo.

Um pequeno apart hotel, com um preço ótimo. Pegamos um apartamento com um quarto de casal e um sofá cama de casal, banheiro e cozinha. O lugar era novinho, muito limpo e organizado.

A recepcionista deu show de carisma, nos explicou tudo, nos mostrou o quarto e deu algumas dicas de turismo e também nos ofereceu o pacote de café da manhã que recusamos pois como tínhamos cozinha compraríamos no mercado para economizar.

Efetuamos a reserva pelo Booking e temos um desconto bem legal para nossos leitores. Se vocês usaram esse link para efetuar suas reservas, vocês recebem de volta 50,00 reais, logo após a hospedagem.

Apart Hotel – Amigo del Mundo
Nosso AP a esquerda, no segundo andar.

Como foi o resto do nosso dia…

No resto do dia não fizemos nada. Basicamente fomos ao mercado comprar o necessário para o café da manhã, e isso é essencial para aqueles que querem economizar, pois mercado é sempre muito mais barato que pagar pelo café da manhã.

Demos algumas voltas pelo centro da cidade, encontramos uma “Parrilla” meio fake de uns chineses, que prometia buffet livre e parrilla por um preço ótimo, decidimos entrar meio a contra gosto e na verdade a parrilla em si era meio ruim. Bom foi o buffet que aproveitamos para dar prejuízo na comida “meio” oriental. No geral, muito frango xadrez hehehe !

Deixamos as roupas pra lavar numa lavanderia do lado do restaurante e voltamos mais tarde para buscar. Nada melhor do que roupas limpas para começar o próximo dia e já estávamos no limite das roupas.

Passamos também pelo ICE BAR. Para aqueles que nunca viram, os ICE Bares mundo afora, são bares turísticos. Nos que já pude conhecer, assim como o de El Calafate, você paga um valor para ficar alguns minutos dentro de um bar todo feito de gelo e seu tempo lá dentro é contemplado com um OPEN BAR !!!!!

Após nos vestirem entramos e desfrutamos de algumas bebidas típicas da região, como o licor de calafate. É bem frio, mas muito divertido e diferente.

Terminamos a primeira noite em um bar, no centro da cidade. Muito charmoso e com várias opções de bebidas e comidas. Decidimos então tomar uma cerveja local, e a Pri ficou só num café mesmo.

Mais tarde resolvemos ir pra casa e descansar, no outro dia conheceríamos o ponto principal de El Calafate para nós. O glaciar Perito Moreno.

Dia 09 (26/12/2016) – El Calafate, dia 02 !

Pela manhã pegamos o carro e fomos então até o Parque Nacional los Glaciares, onde fica a geleira. Foram cerca de 47km até a entrada do parque onde paramos e pagamos o valor de $250,00 pesos argentinos por pessoa. De lá seguimos por uma estrada com muitas curvas até o começo das passarelas que dão visão ao glaciar.

Digo que no meio deste caminho existem paradas, algumas com mesas para que possamos parar e fazer um lanche e banheiros, mas seguimos nosso rumo até o ponto principal. Ao chegar há um enorme estacionamento, repleto de ônibus, carros, bicicletas, pessoas e tudo mais. Vimos dezenas de carros brasileiros de todas as partes do brasil.

Logo no começo existe uma base onde há uma cafeteria/lancheria/restaurante, banheiros, e um local para comprar tickets para o passeio de barco que chega mais próximo da geleira.

Imaginamos que a visão seria a mesma e não pegamos nenhum tour. Fomos então encarar as passarelas. Após andar alguns metros já se começa a ver a GRANDE MURALHA imensa parede de gelo que se estende de um lado a outro do vale.

O Glaciar Perito Moreno tem 5km de largura e 60 metros de altura

Ali, naquele local a natureza é soberana e imponente. A temperatura nas passarelas é bem baixa, um vento gelado corta o rosto sempre que bate, mas a imagem é eterna. Que lugar incrível.

Nossa intenção era na verdade de fazer o tour conhecido como “big ice” onde se faz uma caminhada SOBRE a geleira, mas infelizmente não conseguimos vagas para os dias que estávamos lá. Nos restou então nos contentar com a beleza do local, aproveitar aquela paisagem diferente de tudo que já vimos na vida e tirar algumas fotos.

DICA: A Brasileiros no Ushuaia faz os passeios. Você pode reservar sua expedição pelo site, mas recomendamos que faça isso com a maior antecedência possível.

Abaixo algumas fotos do monumental Glaciar Perito Moreno.

Ingresso Parque Nacional los Glaciares.
Início das passarelas.
Passarelas.
Meio Frio !

Um dos pontos altos deste passeio, é quando placas de gelo se rompem e caem sobre a água. O barulho que faz o rompimento é muito parecido com um trovão e todos que estão lá aguardam esse momento. Nós tivemos felicidade algumas vezes nesse dia. Nenhum rompimento muito grande, mas mesmo assim pudemos ver como tudo ocorre.

Depois de algum tempo boquiaberto com a beleza do local, decidimos seguir para a cidade. Já estava bem frio e precisávamos usar o banheiro que ficava lá na entrada das passarelas. Parece perto, mas quando se está com a bexiga cheia tudo é MUITO LONGE.

Já em El Calafate novamente, fomos almoçar. Acho que todos pedimos milanesas com diferentes coberturas, a minha que era 4 queijos não estava uma maravilha, mas matava a fome.

A cidade é uma Gramado|RS, mas com um toque mais aventureiro. Existem opções luxuosas e os hosteis e campings que são normais para esse tipo de viagem. Passamos o dia rodando por ela, compramos souvenires, alfajores e até doce de Calafate, que é na verdade uma espécie de fruta, cujo  sabor é muito parecido com amoras, mas mais doce do que azeda.

Amigo de El Calafate
Alguns produtos típicos da região.

Mais tarde, ao procurarmos um lugar para jantar, já que já havíamos rodado tudo umas 2 vezes. Encontramos uma placa que nos levava para entre uma espécie de jardim rodeado por contêineres.

Um deles era na verdade uma hamburgueria, e decidimos provar o que tinham a nos oferecer. Era um lugar tranquilo, pedimos um pouco de tudo que serviam e nos sentamos em uma mesa, daquelas quadradas com bancos estilo filmes dos EUA.

Nos serviram ótimos sanduíches, com batatas fritas e alguns molhos de acompanhamento. Ali, mais uma vez nos alimentando pra superar a viagem hehehe, terminamos nossa passada por El Calafate. No outro dia pela manhã sairíamos em direção ao norte, buscando Buenos Aires, para passarmos a virada de ano num local mais cosmopolita.


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